quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Resumo Informativo Bourdieu e a educação

Os autores do livro Bourdieu e a educação, objetivam nesse texto apresentar a sociologia de Bourdieu com seus elementos  centrais, o interesse dele em explicar a ordem social e, além disso, faz uma análise da crítica de Bourdieu em relação às perspectivas subjetivas e objetivas propondo uma teoria no conceito de habitus. Bourdieu argumenta que é possível conhecer o mundo social de três formas, sendo elas femenológica, objetivista e praxiológica. Sendo que a primeira forma representa o que não se pode quantificar, medir tal como os valores, os sentimentos e as emoções. A segunda forma, a objetivista, ao contrário da fenomenológica, propaga as verdades absolutas, as leis imutáveis, refere-se a tudo que pode ser mensurado, testado e comprovado afim de encontrar a padronização no qual deve servir para todos.
O conhecimento paradoxiológco é uma alternativa, segundo Bourdieu, capaz de solucionar as problemáticas do subjetivismo e do objetivismo, sendo esta última forma a superação dos dois ao tentar uní-los ao relacioná-los. Bourdieu conceitua habitus  como o sistema de disposições duráveis estruturáveis.

Palavras chaves: Bourdieu. Sociologia. Subjetivismo. Objetivismo. Habitus.

Bourdieu  e a educação/Maria Alice Nogueira, Cláudio M. Martins Nogueira. -2 ed.- Belo Horizonte: Autêntica, 2006, pg.:23 a 31
  
Linha teórica: Pesquisa bibliográfica.

























No presente capítulo, os autores discutem a análise da realidade social, segundo Bourdieu, e os principais conceitos desenvolvidos por ele, tais como o de espaço social, de campo e o de capital. Além disso, faz uma citação das três tradições sociológicas e filosóficas de reflexão sobre as produções simbólicas. Em relação às três reflexões da produção simbólica, a primeira toma o sistema simbólico como elementos que organizam o conhecimento ou mais amplamente a percepção que os indivíduos tem da realidade, o segundo analisa os sistemas simbólicos como realidades estruturadas em função de um a estrutura subjacente que se busca identificar e, a terceira, representada pelo marxismo, concebe os sistemas simbólicos como instrumentos de dominação ideológica. Diante disso, Bourdieu analisa as duas primeiras afirmando que as produções simbólicas seriam capazes de organizar a percepção dos indivíduos e de propiciar a comunicação entre eles exatamente porque seriam internamente estruturadas, apresentam uma organização ou lógica interna, e a analisa a terceira como sendo a que orienta as ações dos agentes sociais reproduzindo as principais diferenciações e hierarquias presentes na sociedade, ou seja, as estruturas de poder e dominação social. Bourdieu utiliza o conceito de campo para se referir a certos espaços onde um bem é reproduzido, consumido e classificado. Uma vez que as sociedades tornam-se maiores e aumentam as divisões de trabalho e, portanto, certo domínios de atividades tornam autônomos resultando em lutas pelo controle da produção. Em conseqüência existirá a desigualdade de classe, já que um dos indivíduos ocupa posições inferiores no interior do campo e outros poucos ocupam as posições superiores, esses últimos tenderão a se manter no poder mantendo a sua cultura dominante. Essa classificação insidiaria sobre os bens culturais como a música, a arte ou a literatura e também em todas as representações e práticas cotidianas. Na perspectiva de Bourdieu, essas hierarquias culturais reforçam a divisão entre grupos, classes e frações de  dominantes e dominados. Capital cultural é uma analogia ao capital econômico feito por Bourdieu para se referir ao poder advindo da produção, da posse, da apreciação ou do consumo de bens culturais socialmente dominantes. O capital cultural apresenta em três modalidades. A primeira objetiva diz a respeito da propriedade de objetos culturais valorizados (livros e obras de arte); a segunda se refere à cultura legítima internalizada pelo indivíduo (habilidades lingüísticas, postura corporal, crenças, conhecimentos) e o terceiro se  refere basicamente a posse de certificados escolares.

Palavras chaves: Bourdieu. Espaço social. Campo. Capital.

Bourdieu  e a educação/Maria Alice Nogueira, Cláudio M. Martins Nogueira. -2 ed.- Belo Horizonte: Autêntica, 2006, pg.:33 a 56.

Linha teórica: Pesquisa bibliográfica.









Neste capítulo, os autores mostram o interesse de Bourdieu de em estudar a relação entre família, escola e classes sociais. Salienta-se o conceito de cultura dominante e  a influência da herança familiar afim de formar um indivíduo aceitável à sociedade. E ainda destaca os conceitos de inflação, desvalorização e translação global. Sabe-se que cultura geral vem a ser o que a sociedade dita como o certo, o melhor, o bom. A sociologia da educação de Bourdieu se notabiliza pela explicação das desigualdades escolares. Segundo ele, a posse de cultura favorece um aluno na aprendizagem da escola, visto que ele já trás de casa a relação com o saber, as referências culturais, os conhecimentos legítimos e o domínio melhor da língua culta, isso possibilita uma relação íntima entre o mundo familiar e o escolar. Portanto, a escola seria uma espécie de continuação da educação familiar ao contrário para outras crianças que tiveram um nível de capital social baixo, a educação escolar passa a ser algo estranho, distante e difícil de a prender e decodificar o ensino que é passado. As cobranças da escola como falar e escrever bem, ter boa educação, ser intelectualmente curioso, só é possível se atendido para quem foi previamente socializado nesses mesmos valores na família isso justifica a afirmação de que a posse do capital cultural favoreceria o êxito escolar.
Causalidade de provável é o planejamento que se faz na vida de um filho antes mesmo de ele nascer, tal como as escolas que irá estudar, os cursos que irá fazer, as médias escolares que deverá tirar e até mesmo o curso superior que ele deverá fazer. Caso o filho não cumpra as expectativas será a decepção dos pais e muitas vezes estará fora dos padrões exigidos pela sociedade. O que se entende por inflação é algo muito valorizado por ser raro, difícil de conseguir. Porém, com o desenvolvimento econômico de muitos países, certos títulos passaram a ser desvalorizados por se tornarem de fácil acesso, já que as oportunidades aumentaram, é o caso de ter uma graduação, algo que antes possuía grande status, hoje é algo muito comum. Diante disto aparece a necessidade de se diferenciar dos demais, de sair do que é considerado comum, é aí que surge a translação global de classes, estratégias para se distanciar de comum e se destacar na sociedade, no caso do exemplo anterior além da graduação será preciso obter especializações, mestrado, doutorado. Conclui-se que o cidadão é um seguidor fiel consciente e inconscientemente da sociedade, no qual faz de tudo para se encaixar e se sentir adequado a ela.

Palavras chave: Bourdieu. Escola. Herança familiar. Cultura geral.

 Bourdieu  e a educação/Maria Alice Nogueira, Cláudio M. Martins Nogueira. -2 ed.- Belo Horizonte: Autêntica, 2006, pg.:57 a 82.

Linha teórica: Pesquisa bibliográfica.








Bourdieu afirma que o sistema de ensino está diretamente relacionado com as desigualdades das classes sociais e que, ao contrário do que aparenta ser, a escola é uma instituição a serviço da reprodução que garante a estabilidade da classe dominante. Bourdieu defende a igualdade cultural de que uma concepção antropológica na qual, afirma que, nenhuma cultura pode ser objetivamente definida como superior a outra. Bourdieu compara o valor  da cultura de um povo à cultura escola na qual deveria ser arbitrária, sem fundamentos em uma verdade objetiva, inquestionável, mas apesar disso a cultura escolar seria socialmente reconhecida como a cultura escolar legítima, no sentido de ser a única universalmente válida, como um direito a todos, tendo por objetivo principal difundir a igualdade social por meio de ensinos pedagógicos bem capacitados. Ao contrário, se a escola for reconhecida como legítima, inicialmente neutra, exercerá suas funções de reprodução das desigualdades sociais, portanto, sabendo-se que a escola privilegia quem pela família já é privilegiado, seria então a relação pedagógica que ajudaria aos alunos com dificuldade de dominar os códigos, no objetivando igualar a todos intelectualmente tendo esses plena realização e aproveitamento. Bourdieu faz refletir que, na escola propaga a cultura dominante e o professor transmite a mensagem a todos por igual, somente os que entenderiam serão aqueles que tem a cultura escolar como cultura familiar e, como resultado escolar, os alunos serão analisados como diferenças de capacidades, conceito errôneo. Bourdieu ressalta a violência simbólica, sendo a maior delas o reconhecimento por parte dos violentados que seus agressores pertencem á cultura dominate. A escola reproduz a desigualdade ao cobrar referências culturais e lingüísticas e um modo de se relacionar com a cultura e com o saber, ainda na falta de conhecimento cultural prévio apropriado á recepção da mensagem pedagógica e na falta de nos fazer fluir, desenvolveu os dons aparentemente imperceptívéis.

Palavras chave: Bourdieu. Desigualdades. Classes sociais. Escola. Ensino.

Bourdieu  e a educação/Maria Alice Nogueira, Cláudio M. Martins Nogueira. -2 ed.- Belo Horizonte: Autêntica, 2006, pg.:83 a 101.

Linha teórica: Pesquisa bibliográfica.




terça-feira, 6 de setembro de 2011

Minha Vida Estudantil


         A vida escolar é de grande importancia na nossa vida pessoal, intelectual, profissional e social.
        Ter sido privilegiada com uma boa base escolar foi primordial para um bom desenvolvimento estudantil nas séries seguintes, já que o importante não é fazer um bom ensino médio e sim fazer um básico bem feito.
        Da 1º a 7º séries do fundamental estudamos numa escola municipalizada que fez todo a diferença, já que o a administração pedagógiaca da escola se dava em cobranças diretas aos professores por parte da direção que exigia bons resultados na aprendizagem dos alunos.
       Nosso desenvolvimento era acompanhado individualmente, pois a diretora era conhecedora de cada aluno e da família dele, ela sabia as difulculdades e o grau de desenvolvimento de tais, isso era possível pelo fato de a escola ser pequena.
       A escola Municipalizada Giovanne Zanne ficou marcada até hoje na vida dos alunos que lá esturam de 1999 a 2006. Só saímos sa escola por não ter a 8° série (9° ano) do ensino fundamental e o ensino médio.
       O ensino básico foi o mais construtivo devido a acompanhamentos direto da escola, da família e de professores particulares. Em cada série do ensino básico só havia uma professora para cada turma durante todo o ano letivo. A professora da primeira série era ótima, a sua irmão foi a professora das 2° e 3° séries, na qual era uma pessoa muito especial por ter um ótimo relacionamneto com a turma, a média da turma era excelente. Na quarta série do ensino básico, estudamos com a professora Claúdia Milhomem que, por sinal, era muito dinamica e suas aulas utrapassavam a sala de aula.
        Quando terminou a 4° série, a turma de quatro anos estudando juntos se separaram, pois a metade  fora para outras escolas. Nessa época sentimos a diferença do ensino fundamental. Para cada disciplica uma professora, acrescentou-se outras matérias, assuntos notamente novos e mais complexos. Contudo apareceram dificuldades somadas á passagem da fase de a criança para adolescente, que foi a maior novidade da  época.
        A turma estava mais eufórica, mais ativa e curiosa para embarcar nessa grande experiencia chamada adolescencia. É nessa época que desviamos nosso foco nos estudos. Porém o estudo não deixou de ser produtivo, passou a ser mais dinamico e mais agradável por parte dos próprios alunos.
       Em 2006, os alunos tiveram que aceitar a ideia de sair da escola por não haver a oitava série (9°ano) e o ensino médio. Não foi fácil para as turmas, já que todos os alunos da escola toda se conheciam e tinham um relacinamneto incrivelmente amigável. Giovanne Zanne era mais que uma pequena e ótima escola, era a nossa segunda casa, o lugar que mais gostávamos de ir, chegava a dar saudade em todos os  finais de semana.
       O desprazer de encarar uma escola grande, onde ninguém te conhece e não faz questão de te conhecer, onde professores são distantes e autamente profissionais, foi absolutamente desfavorável. A escola passou a ser um ambiente desagradável. Contudo não há um mal que não traga um bem, fazer novas amizades, aprender a se relacionar socialmente com vários tipos de pessoas entre outros benefícios.
       A cada fase um sonho. A primeira ser médica, a segunda ser professora, a terceira ser odontóloga ou psicóloga. Dificil é entender e aceitar que existem sonhos que não poderão se reais, as dificuldades financeiras e pessoais nos faz adormece-los e viver outros bem diferentes para que talvez um dia possa sonhar em realizá-los novamente.
         Um sonho de criança não deve morrer, devemos cantar a canção de ninar pra ele dormir, pois quando ele acordar novamente que seja com muita fome de se fazer real.  


Alane Machado código: 1170AL105